Por que visitar Delphi
Delphi é um dos sítios arqueológicos mais evocativos da Grécia — um Caminho Sagrado de ruínas de mármore subindo as íngremes encostas cobertas por pinheiros e ciprestes do Monte Parnaso, com o profundo vale do Pleistos abaixo e o Golfo de Corinto brilhando em um dia claro. A partir do século VIII a.C., este foi o centro espiritual do mundo grego: reis e cidades-estado de todo o Mediterrâneo enviavam emissários para consultar a Pítia, uma sacerdotisa que, sentada sobre um tripé acima de uma fissura cheia de vapores no Templo de Apolo, proferia profecias crípticas que podiam decidir guerras, fundação de colônias e sucessões dinásticas. Suba pelo Caminho Sagrado passando pelo Tesouro Ateniense cuidadosamente reconstruído, o Templo de Apolo (ainda é possível distinguir os degraus por onde a Pítia descia), o magnífico teatro do século IV, e até o topo, o estádio onde os Jogos Píticos eram realizados a cada quatro anos desde 582 a.C. O Museu Arqueológico de Delfos, próximo à entrada, é realmente excepcional — o Auriga de Delfos em bronze do século V a.C., com seus olhos de esmalte assustadoramente preservados, é uma das mais belas peças de bronze da antiguidade que sobreviveram. O Tholos de Atena Pronaia, um pouco mais abaixo, é o monumento mais fotografado daqui.