O motivo para Comino
Comino é um dos pontos para banho mais fotografados do Mediterrâneo e a menor das três ilhas habitadas de Malta — “habitadas” é um termo generoso, já que a população permanente gira em torno de 2 pessoas. A ilha inteira de 3,5 km² é dedicada à natureza: há uma pequena capela, um hotel (frequentemente fechado), algumas construções rurais abandonadas e uma extensa costa dramática de calcário. A famosa Lagoa Azul é o grande atrativo — uma enseada rasa entre Comino e o ilhéu menor Cominotto, onde a água é tão clara e turquesa que parece digitalmente editada. O lado negativo: ela fica extremamente lotada em julho e agosto com passeios de barco diários saindo de Malta e Gozo (centenas de barcos, guarda-sóis bem próximos, alguns quiosques pequenos); o lado positivo: chegue no primeiro barco da manhã às 9h ou fique até o fim da tarde, quando as multidões desaparecem, e aproveite um dos melhores mergulhos do Mediterrâneo na sua vida. Além da Lagoa Azul, a Lagoa Cristalina (ligeramente maior, mais profunda e muito mais tranquila) fica a 10 minutos de caminhada, e a panorâmica Torre Santa Marija (construída em 1618 pelos Cavaleiros de Malta contra ataques de piratas) oferece uma vista de 360 graus. É passeio para o dia todo — não há hotéis ou restaurantes adequados na ilha, apenas barracas simples de snacks.