Por que nômades escolhem Milão
Milão é o motor moderno da Itália — sua capital da moda, financeira, do design e a cidade mais conscientemente cosmopolita do país, um contraponto confiante à monumentalidade de Roma e à reverência renascentista de Florença. O Duomo, a maior catedral da Itália, levou 600 anos para ser construído (1386–1965) e está repleto de 3.400 estátuas, 135 pináculos e a figura dourada da Madonnina que vigia a cidade; suba até o terraço no telhado (elevador ou escadas) para uma caminhada panorâmica extraordinária entre os arcos-botantes. Ao lado, a Galleria Vittorio Emanuele II — a mais antiga galeria comercial em atividade do mundo (1877) sob uma cúpula de vidro e ferro — leva até La Scala, a mais importante casa de ópera do mundo (assista a um ensaio se não conseguir ingresso). A uma curta caminhada para o oeste, estão a brilhante Pinacoteca di Brera (Mantegna, Rafael, Caravaggio) e o Castelo Sforzesco (com a última Pietà Rondanini inacabada de Michelangelo), e do outro lado da cidade, o convento de Santa Maria delle Grazie do século XV onde o afresco 'Última Ceia' de Leonardo está preservado (reserve com meses de antecedência, só 35 visitantes por vez). Além do centro histórico, o apelo do design em Milão é inconfundível: os bairros de Brera e Tortona durante a semana de design em abril; a Fondazione Prada projetada pelo OMA; as torres residenciais Bosco Verticale; e o requintado 'quadrilátero' de alta moda entre a Via Montenapoleone e a Via della Spiga.