Por que se basear em Pécs
Pécs é a cidade menos valorizada do sul da Hungria — um lugar com sensação mediterrânea aos pés das montanhas Mecsek, onde palmeiras realmente crescem ao ar livre, dois mil anos de história sobreposta disputam atenção, e uma geração de arte contemporânea a colocou no mapa. O centro medieval compacto gira em torno da Praça Széchenyi, dominada pela Mesquita de Pasha Qasim — o maior edifício otomano preservado na Hungria, construído por volta de 1580 sobre as fundações de uma igreja gótica destruída, e hoje funcionando como capela católica (o mihrab e inscrições em árabe ainda são visíveis por dentro). Morro acima, a Catedral de Pécs com suas quatro torres e a dramaticamente escurecida Necrópole Cristã Romana ao lado (um complexo listado pela UNESCO com câmaras funerárias pintadas do século IV da capital provincial romana de Sopianae) formam um conjunto extraordinário. Pécs foi Capital Europeia da Cultura em 2010, e esse legado permanece: o Bairro Cultural Zsolnay, no complexo restaurado da antiga fábrica de porcelana Zsolnay (a cidade é famosa por sua cerâmica iridescente esmaltada com eosina desde 1853), agora abriga museus, teatros e uma das melhores coleções de arte contemporânea do país. Não perca o Museu Csontváry (do pintor visionário maravilhosamente estranho), o Museu Vasarely (pioneiro da op-art nascido na Hungria) e uma caminhada até a Torre de TV para o panorama da cidade e do Mecsek.