Por que visitar Dresden
A história de Dresden é marcada pela destruição catastrófica seguida de uma extraordinária reconstrução que durou décadas — o bombardeio incendiário de fevereiro de 1945 devastou o centro histórico e matou cerca de 25.000 pessoas da noite para o dia, deixando o horizonte icônico em ruínas fumegantes. O símbolo da ressurreição da cidade é a Frauenkirche, a igreja protestante barroca cujos escombros negros foram mantidos como memorial de guerra por 45 anos antes de serem cuidadosamente reconstruídos entre 1994 e 2005, usando 8.500 pedras originais (visíveis como manchas mais escuras nas novas paredes). No interior, a cúpula dramática e luminosa e o órgão Silbermann são imperdíveis. O complexo palaciano Zwinger — uma obra-prima barroca da arquitetura da corte saxônica do século XVIII — abriga três museus excelentes: a Galeria de Pinturas dos Velhos Mestres (com a Madonna Sistina de Rafael), a Coleção de Porcelana (a segunda maior do mundo, depois da de Istambul) e o Salão de Matemática-Física. O Palácio Real vizinho, ricamente restaurado, agora abriga o Tesouro Verde, uma câmara de joias, ouro e marfim — o tesouro barroco mais opulento da Europa (o assalto às joias de 2019 teve parte dos itens recuperados em 2022). Atravesse o Elba até a Neustadt, o bairro boêmio que sobreviveu aos bombardeios, para conhecer a arte alternativa do Kunsthofpassage e a vida noturna jovem de Dresden. A cidade também é porta de entrada para o Parque Nacional da Suíça Saxônica, uma área impressionante de formações rochosas de arenito a 30 km a leste.